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Como engajar os meus estudantes?

Atualizado: 23 de mar. de 2023

por Caio Dib - parceiro Wish




"Como engajar os meus estudantes?" tem sido a pergunta que mais tenho escutado nos últimos meses, principalmente após a flexibilização do isolamento por causa da pandemia de covid-19.


Nesse esforço de buscar alternativas para que a educação seja mais interessante e atrativa para os jovens, já participei de iniciativas muito legais. Apenas em junho, estive presente no hackathon realizado com os próprios jovens de todo o Brasil pela ONG Recode com o apoio da Petrobrás e na formação docente do Colégio Magister, que também vai criar eventos que envolvem professores e familiares para debaterem temas que precisam atuar em conjunto.


Fazer essa pergunta é o primeiro passo para uma transformação maior. Afinal, se você está incomodado com o engajamento dos seus estudantes, significa que saiu do "piloto automático" e começou a buscar outras respostas além daquela que você já estava acostumado. Refletir e conversar com colegas sobre o tema é fundamental para que essa inquietação não fique apenas com você (e te tire o sono).


Novas propostas não ficam prontas do dia para a noite

É importante entender e aceitar que engajamento, novas maneiras de educar e a criação de propostas diferenciadas não acontecem e nem trazem resultados rapidamente. Também é com frequência que converso com educadores frustrados porque projetos disruptivos estão enfrentando desafios – como a falta de entendimento da proposta por gestores escolares ou por familiares e a estruturação de narrativas e indicadores que apontam que aquela iniciativa realmente melhora a educação e o desenvolvimento de crianças e jovens.


Um exemplo de disrupção a longo prazo é a EMEF Amorim Lima. A escola municipal paulista faz um trabalho desde 1996 para criar uma proposta de educação diferenciada na rede pública de São Paulo. Já a Associação Pró-Educação Vivendo e Aprendendo inova na educação infantil desde 1982 em Brasília, se reinventando a cada ano. Para chegarmos a uma transformação de toda a escola, muitas vezes precisamos começar pequeno (com o sonho de uma diretora ou de um grupo de pais, como nestes exemplos) e, com foco e trabalho coletivo, avançar passo a passo até uma mudança completa naquela realidade educacional.


Ou seja: se por um lado precisamos de uma revolução na educação, por outro precisamos criar estratégias para garantirmos inovações incrementais. Só assim conseguiremos criar iniciativas que engajem e envolvam os estudantes, as famílias e outros colegas educadores.


Para apoiar esse processo, escrevi o livro Guia de Sobrevivência da Educação Inovadora, que compartilha dicas de diversos profissionais para garantirmos que a transformação da educação aconteça de maneira frequente e sustentável. Nele, entrevistei 15 profissionais que estão construindo inovações em seus espaços de aprendizagem e criando alternativas criativas para superar os desafios e imprevistos do processo.




Caio Dib é designer de serviços em educação, viajou o Brasil de ônibus para conhecer práticas inovadoras e é autor ou co-autor de 7 livros sobre o tema e continua mapeando e conversando com educadores de todo o país. Também é membro do conselho editorial da Pipa Comunicação e do Conselho Consultivo da EcomAmor.

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